sábado, 16 de outubro de 2010

Ensino a distância: uma realidade crescente no Brasil






“Não tinha a menor idéia do que era ensino a distância, e, além disso, tinha uma idéia errada a respeito desta modalidade de ensino”. A afirmação de Ricardo Salomão, aluno do curso de graduação a distância em Ciências Contábeis da PUC Minas Virtual, demonstra o desconhecimento que a sociedade brasileira ainda tem em relação ao ensino a distância.
 
Ele ingressou no curso no primeiro semestre de 2007. E seu aprendizado tem sido tão positivo que ele foi o aluno Destaque Acadêmico do seu curso no primeiro semestre de 2008. “Percebo a importância que o ensino a distância tem ganhado no Brasil; muita gente, assim como eu, não teria condições de estudar novamente, não fosse esta possibilidade”, frisa.
 
Ricardo não é o único a perceber a importância que o ensino a distância tem ganhado no Brasil. Segundo a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (Seed/MEC), houve um crescimento de 571% no número de cursos de graduação a distância entre 2003 e 2006 no Brasil. Neste período, o número de matrículas cresceu 315% e o número de concluintes, 544%. “Muitos têm medo da qualidade de um curso a distância. Mas, na PUC Minas, o sistema adotado é tão bom, tão próximo da excelência, que o aprendizado se dá tranqüilamente”, comenta Ricardo.
 
E o Ministério da Educação tem atuado buscando assegurar a qualidade do ensino a distância no Brasil. Em meados de novembro, o Ministério determinou a desativação de 1.337 centros de educação a distância, com a suspensão de vestibulares ou redução de novas vagas, e prazo de um ano para que as universidades promovam melhorias, sob ameaça de descredenciamento. As medidas atingiram quatro instituições de ensino, submetidas a um pente-fino do MEC, por terem um grande número de alunos e serem alvo de denúncias de irregularidades e falhas de conteúdo e de avaliação.
 
Peculiaridades
 
A trajetória de Ricardo exemplifica muitas das características do ensino a distância no Brasil. Casado, pai de duas filhas, com outra formação superior e já no mercado de trabalho, Ricardo procurou o ensino a distância para complementar sua formação, crescer profissionalmente e ampliar seus conhecimentos. “O mercado demanda cada vez mais qualificação dos profissionais e, hoje em dia, não basta ter uma formação especifica em determinada área, o mercado prefere as pessoas polivalentes. E o ensino a distância tem sido, para mim e muitos colegas, uma excelente ferramenta para este fim”, analisa Ricardo, que mora e trabalha no Rio de Janeiro e tem como pólo de apoio presencial do seu curso a cidade de Juiz de Fora.
 
Dados da Seed/MEC mostram que, assim como Ricardo, a maioria dos alunos de ensino a distância no Brasil é casada, com filhos e mais velha do que os alunos de ensino presencial. Na PUC Minas Virtual, 55% dos alunos da graduação a distância em Ciências Contábeis têm mais de 30 anos. Outros dados também demonstram que a maioria destes alunos tem renda menor e vem de escola pública. “Nestas condições, percebemos a importância da educação a distância como forte instrumento de inclusão social”, sinaliza o professor Enilton Ferreira Rocha, coordenador da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) em Belo Horizonte.
 
Novos papéis
 
A modalidade de ensino a distância introduz modificações bastante profundas no papel do professor e do aluno. “O professor passa a ser um criador de conteúdos, orientador da aprendizagem, parceiro na construção do curso”, destaca a professora Maria Beatriz.
 
O papel do aluno também muda bastante. “De uma atitude mais passiva, pois, na forma tradicional de aprendizagem a iniciativa do ensino cabe mais ao professor, o aluno passa a ser o principal sujeito de sua própria aprendizagem”, afirma a diretora da PUC Minas Virtual. “Eu cheguei a conclusão, logo no início do curso, que o segredo do ensino a distância é a disciplina, muito mais do que em um curso presencial. Eu me disciplinei para estudar, pelo menos, duas horas por dia, todos os dias. E, nos fins de semana, dou uma esticada, umas três horas. Se existe alguma palavra-chave no ensino a distância, esta palavra-chave é a disciplina” assegura Ricardo Salomão.
 
Em sintonia com a realidade
 
Educação a distância não é novidade. A história remete aos antigos cursos por correspondência, que aconteceram a partir do século XVIII nos Estados Unidos. No Brasil, o Instituto Universal Brasileiro, iniciado em 1940, é uma das instituições mais antigas a manter cursos por correspondência. Com o avanço da tecnologia, vários meios hoje em dia se combinam para oferecer uma educação a distância de qualidade, que vai muito além dos cursos por correspondência.
 
A educação a distância foi introduzida oficialmente no sistema de ensino brasileiro em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases. A PUC Minas, apenas três anos depois, criou a PUC Minas Virtual, sua Diretoria de Ensino a Distância. “O futuro da educação no Brasil está no ensino a distância. Nossa população, cada vez mais velha, demonstra que o foco da educação no país tem que começar a mudar, buscando aqueles que foram excluídos quando mais jovens e aqueles que buscam ampliar seus conhecimentos por exigência do mercado de trabalho”, afirma a professora Maria Beatriz.
 
Aprendendo para ensinar
 
A ascensão do ensino a distância leva muitos professores a buscarem cursos que auxiliem a trabalhar com esta modalidade de ensino. “Muitos professores tem formação e experiência ampla no ensino tradicional, mas não têm preparo para lidar com o ensino na distância. Para atuar nos cursos de graduação a distância, é exigência do MEC que os professores tenham especialização em EAD”, reitera a professora Maria Beatriz.
 
A PUC Minas Virtual oferece a especialização em Educação a Distância: Concepção e Planejamento. Para a professora Beatriz, a capacitação de pessoal para trabalhar com EAD é umas das funções da PUC Minas Virtual. “A qualidade da educação a distância depende mais das pessoas do que da tecnologia. E, aqui na PUC Minas Virtual, temos uma equipe experiente e preparada para lidar com esta modalidade de ensino”, alega a professora.
Fonte: Assessoria de Comunicação PUC Minas


Postado por Ricardo Bastos

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